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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Carolina (2)


    Carolina Jovem

     Nascida na cidade do Porto a 20 de fevereiro de 1835, tinha Carolina trinta e três anos quando chegou ao Brasil. Costuma-se afirmar de maneira leviana que ela teria sido uma moça feiosa. Quem defende este juízo, estriba-se basicamente no seguinte: num famoso retrato de Carolina, tirado aos quarenta e quatro anos de idade, quando ela já não era mais nenhuma menina; na opinião de Francisca de Basto Cordeiro, que conheceu Carolina numa época em que esta já era uma mulher madura; e no fato dela ainda não se encontrar casada aos trinta e três anos, idade em que as solteironas do século XIX já haviam perdido as esperanças de contratar casamento. Ora, tudo isso é muito precário para fornecer qualquer dado que seja a respeito de sua beleza. É possível que Carolina não fosse a mocinha mais bonita do Porto, mas Jean-Michel Massa afirma que ela foi muito cortejada e mais de um poeta dedicou-lhe versos apaixonados.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

FAUSTINO XAVIER DE NOVAIS (3)



     Na residência da Baronesa de Taquari, Faustino fez amizade com muitos intelectuais do tempo, pois aí se costumava realizar um dos melhores salões lítero-musicais do Rio de Janeiro. A idéia de Faustino era enriquecer no Brasil e, novamente com a ajuda de Rodrigo Pereira Felício, abre uma casa comercial na rua Direita, n. 66, onde se vendia um pouco de tudo, desde livros e artigos de papelaria até perfumes e charutos. Faustino tinha barba passa-piolho, que foi a primeira barba do romantismo (somente no tempo da Guerra do Paraguai é que apareceram os cavanhaques e as suíças). Um de seus passatempos preferidos era tocar flauta. Poeta sem grande talento, mas hábil versejador, Faustino deixou algumas poesias que se tornaram populares, como esta que ele escreveu num álbum:


“Num álbum escrever é negra empresa,
De que o vate jamais sai triunfante.
Se é no canto singelo, - é ignorante,
Se é pomposo, - renega a natureza.

Se não cita ninguém mostra pobreza,
Se faz mil citações é um pedante;
Se é pródigo em louvor, - repugnante,
Se não louva, - não tem delicadeza.

Se dá cantos de amor, - é um baboso,
Se em prosa escreve só, - quer ser rogado,
Se escreve prosa e verso, - é orgulhoso.

Se enche muito papel, - é um desalmado,
Se breve assunto escolhe, - é preguiçoso,
Se recusa escrever, - é um malcriado.”