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domingo, 29 de setembro de 2013

Contos Maus

Segue, abaixo, a capa do novo livro de contos
do escritor José Antonio Martino.


A partir de amanhã, estará à venda no Amazon
pelo preço promocional de lançamento de R$ 1,99. 
Não percam!!!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Memorial do Bruxo




    Pessoal, já se encontra à venda o livro "Memorial do Bruxo - Conhecendo Machado de Assis". Trata-se de uma excelente biografia a respeito de Machado, escrita numa linguagem muito agradável, de uma maneira bastante simples e didática. Indicada para estudantes e estudiosos em geral, que desejam conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra do maior escritor brasileiro do século XIX. O livro apresenta 332 páginas com ilustrações e revela diversas curiosidades e anedotas a respeito do "Bruxo do Cosme Velho". O autor defende tese inédita a respeito do motivo pelo qual Machado de Assis teria mudado radicalmente a sua maneira de escrever e ver o mundo, por volta de 1878, abandonando os moldes românticos da época, para adotar uma posição mais crítica, pessimista e amarga diante dos homens e da vida.

   O livro está sendo vendido no formato e-book  pelo site Amazon por apenas U$ 3,99 no link abaixo:

http://www.amazon.com/Memorial-Bruxo-Conhecendo-Portuguese-ebook/dp/B00AXJZNEQ/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1358677137&sr=8-1&keywords=memorial+do+bruxo
Agradeço toda divulgação!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um dos primeiros automóveis do Rio de Janeiro



  Quando José do Patrocínio, o famoso abolicionista, retornou de uma viagem a Paris, trouxe na bagagem não apenas livros e champanhes de qualidade, mas uma ideia com a qual ele imaginava que iria enriquecer da noite para o dia. Aos amigos mais próximos, confidenciou o segredo que o tornaria rico:
          “Trago de Paris um carro a vapor... O veículo do futuro, meus amigos. Um prodígio! Léguas por hora. Não há aclives para ele: com um hábil maquinista, vai pelo Corcovado acima como um cabrito.”
O carro era um verdadeiro monstrengo e só para retirá-lo da alfândega foi um transtorno. Após conseguir montá-lo (tinha fornalha, caldeira, chaminé, correntes, grelha e ganchos), Zé do Pato, como Patrocínio era conhecido, marcou uma manhã de domingo para dar o primeiro passeio. Chamou diversos amigos a fim de andarem no automóvel, mas apenas o poeta Olavo Bilac teve coragem e aceitou o convite. Ao verem aquela máquina desengonçada, soltando bufos horrendos, cuspindo fumaça e fuligem para todo lado, deslizando pesadamente pelas ruas pacatas da cidade, como se fosse explodir a qualquer momento, as pessoas passaram a fugir dela como o diabo da cruz. O carro de José do Patrocínio foi também o responsável pelo primeiro acidente automobilístico que se tem notícia em terras fluminenses, pois colidiu com diversas árvores pelo caminho, a pouco mais de dez quilômetros por hora, até que acabou atolado em uma vala, sendo preciso inúmeros bois para conseguir retirá-lo dali. O sonho de Patrocínio de enriquecer com a novidade acabou naquele mesmo dia. Anos mais tarde, o escritor Coelho Neto chegou a ver o que restara do automóvel e disse que em suas fornalhas estavam dormindo galinhas. Por fim, foi vendido para um ferro-velho. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Luís Guimarães Júnior

         


Luís Guimarães Júnior

Machado fizera amizade com Luís Guimarães Júnior entre 1862 e 1863, conhecendo-o numa circunstância curiosa. Joaquim Maria vinha andando pela rua, quando foi abordado por um menino com não mais de dezesseis anos. O rapazinho disse-lhe que se chamava Luís, era poeta e acabara de escrever um pequeno livro que seria publicado por conta de seu pai e dedicado a ninguém menos do que ao próprio Machado de Assis. Disse ainda que estava de partida para São Paulo, onde iria estudar Direito (curso que ele completou no Recife), mas que não se preocupasse, pois já havia pedido ao pessoal da gráfica para lhe entregar um exemplar do livro assim que ficasse pronto. Machado recebeu o livro e logo depois deu a notícia dele numa crônica, escrevendo também para o próprio Luís Guimarães Júnior em agradecimento. Foi o início de uma íntima troca de correspondência entre eles e de uma sincera amizade que durou mais de 35 anos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A CASA DO COSME VELHO (1)

       


Casa do Cosme Velho, 18
Nesta residência, Machado de Assis e Carolina
viveram grande parte da vida.

          Machado de Assis e Carolina já moravam há alguns anos na rua do Catete, quando o proprietário do imóvel pediu a casa. De uma hora para outra, o casal viu-se novamente obrigado a mudar de residência. Já estavam acostumados àquela moradia pequena, mas aconchegante, com grandes janelas na parte da frente, através das quais os transeuntes podiam ver o escritor e sua esposa conversando na sala.
          Com a morte de Rodrigo Pereira Felício, a Condessa de São Mamede, Joana Maria, herdara uma bela chácara nas Laranjeiras. Decidiu lotear sua propriedade e mandou construir no terreno quatro chalés, que ela resolveu alugar. Ao saber que Machado de Assis e Carolina estavam procurando uma nova casa, a condessa ofereceu-lhes o seu imóvel. A princípio, Joaquim Maria esteve para recusar a proposta, pois imaginava que não teria condições de arcar com o custo do aluguel naquele bairro elegante, mas Joana Maria afirmou que lhes cobraria a mesma importância que eles pagavam em sua residência anterior. Assim sendo, no início de 1884, o casal mudou-se para a rua do Cosme Velho, 18, onde permaneceria até o final da vida.
          Era uma ruazinha sossegada, bem ao gosto do escritor. O único inconveniente é que ela ficava um pouco longe do centro da cidade, para onde Machado teria de ir diariamente, tomando o bondinho das “Águas Férreas”. Diante de sua casa, havia um riachinho, ladeado por um pequeno muro de pedra. Era aí que ficava a famosa Bica da Rainha, onde dona Carlota Joaquina costumava vir lavar seu rosto, pois corria pela cidade a lenda de que tais águas tinham certas propriedades miraculosas, capazes de transformar em mulheres belíssimas aquelas que haviam sido pouco ajudadas pela natureza.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A CASA DO COSME VELHO (2)

          Entremos, pois, na casa do escritor. Ao abrirmos o portão de ferro, alto e de grade, a primeira coisa que nos chama a atenção é o jardim, com diversas plantas e até algumas árvores, onde os pássaros cantam livres, pois Machado nunca os quis ter em gaiolas. Do lado esquerdo de quem entra, está enterrada a cadelinha Graziela, companheira fiel do casal por tantos anos. No primeiro andar, vemos duas janelas, ladeando a porta de entrada, que dá para a sala de visitas. Este é o único ambiente da casa que o escritor permite que seja freqüentado pelos amigos. O restante da moradia, nem os mais íntimos conheciam. Poucos móveis compunham o mobiliário da sala: um sofá, uma mesinha, cadeiras e alguns quadros, como o de Beatriz e Dante, além de alguns retratos de amigos: Joaquim Nabuco, Salvador de Mendonça e Magalhães de Azeredo. Também se encontravam emoldurados algumas folhas secas, relíquias que os companheiros de letras lhe mandavam de presente ao viajarem para o exterior: as folhas do salgueiro que deitavam sombra sobre o túmulo de Musset e o ramo do carvalho de Tasso, que seria entregue a Machado numa das reuniões da Academia Brasileira de Letras.
          Além da sala de visitas, havia ainda no andar de baixo uma espaçosa cozinha, uma saleta, onde Carolina costumava costurar e bordar e uma varanda que saía para o quintal. No andar de cima, três amplas janelas davam para o jardim. O quarto era voltado para a frente e possuía, além de uma grande cama de casal, alta e larga, uma cômoda com espelho. Havia também um quarto pequeno, que era utilizado para vestir, com guarda-roupa, lavatório e cômoda. Ao lado, ficava o escritório de Machado de Assis, onde ele escreveu grande parte de suas obras-primas. Era a única parte da casa que Carolina tinha ordens expressas de não arrumar nada. O escritor estava acostumado com aquela bagunça, com seus livros, jornais, brochuras, tudo espalhado e misturado por toda parte. Uma das portas do escritório dava acesso a uma varanda, com vista belíssima, mas Joaquim Maria pôs diante dela um enorme armário envidraçado. Isto demonstra bem que ele nunca teve uma grande sensibilidade visual. Poderia buscar inspiração admirando as montanhas, mas preferia a reclusão de seu gabinete.
          A casa do Cosme Velho custava ao casal a importância de cento e trinta mil réis mensais. Por toda sua vida, Machado de Assis nunca teve casa própria, embora possuísse recursos para adquirir um imóvel, caso desejasse.



Escrivaninha de Machado de Assis,
onde ele escreveu grande parte de sua obra.