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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Luís Guimarães Júnior

         


Luís Guimarães Júnior

Machado fizera amizade com Luís Guimarães Júnior entre 1862 e 1863, conhecendo-o numa circunstância curiosa. Joaquim Maria vinha andando pela rua, quando foi abordado por um menino com não mais de dezesseis anos. O rapazinho disse-lhe que se chamava Luís, era poeta e acabara de escrever um pequeno livro que seria publicado por conta de seu pai e dedicado a ninguém menos do que ao próprio Machado de Assis. Disse ainda que estava de partida para São Paulo, onde iria estudar Direito (curso que ele completou no Recife), mas que não se preocupasse, pois já havia pedido ao pessoal da gráfica para lhe entregar um exemplar do livro assim que ficasse pronto. Machado recebeu o livro e logo depois deu a notícia dele numa crônica, escrevendo também para o próprio Luís Guimarães Júnior em agradecimento. Foi o início de uma íntima troca de correspondência entre eles e de uma sincera amizade que durou mais de 35 anos.

sábado, 26 de setembro de 2009

AUGUSTO EMÍLIO ZALUAR


Augusto Emílio Zaluar nasceu em Lisboa no dia 25 de fevereiro de 1825. Machado de Assis o conheceu na sua juventude e tornaram-se bons amigos. Estudou Medicina durante algum tempo e, moço, emigrou para o Brasil. Escreveu diversos volumes de versos, contos e romances, mas seu único livro importante de fato que chegou até nossos dias é Peregrinação Pela Província de São Paulo. Naturalizou-se brasileiro e acabou recebendo o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa em 1876. Foi o redator-chefe do jornal O Paraíba, onde Machado iria colaborar assiduamente. Sobre Augusto Emílio Zaluar, narra Sacramento Blake um caso curioso. Estava ele traduzindo para um jornal fluminense o romance Moicanos de Paris, de Alexandre Dumas, à medida que chegavam os folhetins franceses ao Brasil. Romance enorme, que não acabava mais. A certa altura, Dumas interrompeu o romance por motivos particulares. O que fez Zaluar? Simplesmente terminou o romance por sua conta, dando a ele um final que Alexandre Dumas nunca teria imaginado. Pior de tudo aconteceu depois, quando o francês retomou o livro e os folhetins passaram a chegar novamente ao Rio de Janeiro. Augusto Emílio Zaluar não teve dúvidas e continuou sua tradução normalmente, como se já não tivesse rematado o livro meses antes. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro a 3 de abril de 1882.

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